sábado, 28 de novembro de 2009

4o. Distrito

Geraldo, Vera.

sábado, 21 de novembro de 2009

Marx



A união faz a força. Mas não compra.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Buenos Aires - Havanna












Buenos Aires em novembro: viagem estranha, mas divertida! Andei de metrô e lenbrei do Walker Evans. Entenda-se...







quinta-feira, 15 de outubro de 2009

São Paulo, Walker Evans e Chris Marker


Exposição do Chris Marker, no MIS

Duas exposições legais de serem vistas em SP: Chris Marker, no Museu da Imagem e do Som, Walker Evans no MASP. E mais Matisse, na Pinacoteca, as fotos do Porto Seguro no Espaço Porto Seguro, fotos da Maison Européene de la Photographie, no Itaú Cultural, exposições no Museu da Casa Brasileira (fotos de tragédias e invasões). E, ainda, Bresson, no SESC Pinheiros. Já é um bocado de coisas para fazer...

Estive lá no feriado e me diverti bastante. (e nem vou falar sobre o Cauby, no bar Brahma...).

Duas coisas que me chamaram a atenção: um texto do Walker Evans, de 1972, muito a propósito:

“Peguei agora aquela camerazinha SX70 de brincadeira e fiquei muito interessado. Estou muito animado com ela... Mas, um ano atrás, teria dito que a cor é vulgar e não deveria ser utilizada em nenhuma circunstância... Com esta câmera, o trabalho acaba assim que se aperta o botão... Acho que é a primeira vez que se pode por uma máquina nas mãos de um artista e deixá-lo que se preocupe somente com a sua visão, seu gosto e sua mente.”

E outra, um texto do Chris Marker:

Nós trocamos olhares, como se diz, mas o que eles recebem em troca? Às vezes uma fração de segundo, às vezes um olhar comprido, sério; às vezes amigável, às vezes (raramente) hostil; e eu como um rápido batedor de carteiras fugindo com minha generosidade, certo de encontrar um lugar tranqüilo para abri-la à vontade, e me alegrar. E agora todos eles estão alinhados nesta parede como se estivessem esperando pelo esquadrão de fuzilamento ou o último Examinador, unidos como eles vão estar no dia do Julgamento supondo que haverá um e Deus não estará cansado de todos que, irmãos e irmãs finalmente, apesar de que alguns deles tiveram o cara do quadro ao lado atravessado na garganta.

Neste 1/50 de um segundo o trabalhador chileno sob Allende sabia que a fábrica nacionalizada era agora sua propriedade, o boxeador tailandês na lona sabia que ele atingiria o desafio dos Dez Milhões (eles não), a alemã esquerdista sabia que o seu lado tinha sido severamente batido nas pesquisas, o arqueiro coreano sabia que ele era o melhor na sua categoria, os três migrantes chineses sabiam que sem o homem que eles vieram a enterrar, a vida se tornaria mais dura a cada dia. Neste maligno, indefinido mundo, a velocidade do obturador parou o momento mais raro, um momento de certeza.


Fotos: Chris Marker




terça-feira, 29 de setembro de 2009

Carlos Mancuso




Parece que algumas coisas sempre existiram, nascidas de alguma origem súbita, incerta e não sabida. Ou talvez seja só nosso costume “industrial”, em que tudo é feito em escala, pré-fabricado em algum cantão chinês e adaptado aos lugares, mais ou menos na marra. Uma outra maneira de dizer a mesma coisa é: que ignorância a minha, que falta de curiosidade, quanta falta de “investigação”. Pode ser mais simples: as minhas poucas idas ao São Pedro.Ou então, pode ser só a falta de hábito de olhar para cima! Mas acho que é mais que isso...
Seja o que for, ontem fui fotografar para um perfil um senhor chamado Carlos Mancuso. Pintor, arquiteto, restaurador e boa praça, foi ele quem desenhou e restaurou o teto do Teatro São Pedro e, o que achei mais incrível, desenhou e projetou o imenso lustre que domina a platéia do teatro. O lustre e as pinturas que, acho, pensei existirem desde sempre.
Desculpada minha ignorância, liguei isso a um painel que fotografei outro dia sobre “questões do envelhecimento”. A pergunta era “o que significa envelhecer” e se incentivava os participantes a responder com um pequeno texto. Acho que, se tivesse tido mais coragem e tempo, teria escrito que algumas vezes envelhecimento se liga a esquecimento.
Foi a sensação que tive descobrindo e fotografando o Mancuso. E me dei conta, também, que este é um dos tantos medos que carrego comigo.